CACHOEIRA

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A nossa vida é como uma cascata de luz

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  • Introdução ao Filosofar de Gerd Bornheim
  • A ARTE DA FELICIDADE, do Dalai Lama
  • O PEQUENO PRINCIPE, de Antoine Saint´Exupery
  • O Mundo de Sofia de Jostein Gardner

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FILOSOFIA DA EXISTÊNCIA

Heidegger, medo e angústia
Josué Cândido da Silva*

Se vamos morrer, que sentido tem estarmos vivos? (Caveira, de Andy Wharol)
Qual o sentido da vida? É difícil encontrar uma pessoa que, pelo menos uma vez, já não fez essa pergunta. Ela revela algo importante sobre nós, seres humanos. Primeiro, que temos consciência de estar vivos e de que vamos morrer algum dia. Segundo, que isso deve ter algum sentido, ou seja, um sentido propriamente humano.
Biologicamente, o sentido da vida é passar os genes para frente: vivemos enquanto indivíduos para garantir a continuidade da espécie como um todo. Mas esse sentido biológico não nos satisfaz. Imaginamos que possa haver algo além da satisfação de nossas necessidades vitais. Pois a satisfação das necessidades é um meio para nos mantermos vivos não a finalidade ou sentido da vida.
Como disse o filósofo Heráclito de Éfeso (540 - 470 a.C.) "se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer". Os bois vivem o momento, para eles não existe um passado nem um futuro, pois para ter passado e futuro é preciso haver um sentido.
A morte
Podemos igualmente viver como bois ou atribuir um sentido para existência. Isto é, pensá-la como um projeto, com uma parte por realizar que é condicionada pelo que já se fez e pelo nosso ser-no-mundo, nossa situação concreta. A dimensão do tempo só aparece quando percebo a minha finitude, que eu sou um ser-para-morte. Saber que se vai morrer é o que desperta a questão do sentido, pois se vamos morrer, que sentido tem estar vivo?
A morte pode despertar em nós dois sentimentos distintos: o medo e a angústia. O medo nos faz não pensar na morte, não nos enfrentarmos com o problema, adiá-lo, esquecê-lo. Mergulhamos em ocupações, em falações, até conversamos sobre a morte de outros, mas não da nossa.
Segundo o filósofo Martin Heidegger (1889-1976), o medo nos convida a viver na impropriedade, não atribuímos sentido, deixamos que os outros e as circunstâncias o atribuam, nos alienamos de nós mesmos, vivemos sempre correndo, com nossas agendas cheias de distrações que nos ocupam. Vivemos num sentido impróprio que não aponta em direção alguma, como uma finalidade sem fim.
A angústia
Por que nos esforçamos por ser belos, ter dinheiro, possuir coisas? Claro, tudo isso pode fazer sentido, mas como meio, não como fim em si mesmo. Na verdade, são na maioria dos casos "sentidos emprestados", na falta de um sentido que seja próprio.
Se o medo da morte me lança na impropriedade, a angústia produz o efeito contrário, ela abre a inospitalidade do mundo, para sensação de "ficar sem chão". A angústia me revela uma compreensão do meu morrer, que sou singular. Percebo que não posso escapar da convocação que a angústia me faz de viver na propriedade. Ou seja, a possibilidade de ser eu mesmo.
Meu próprio tempo
Sou um tempo que se esgota e só tenho essa existência para ser quem sou. Percebo que sou o meu próprio tempo, não o tempo dos relógios, sempre regular e homogêneo. Mas um tempo finito em que o presente só faz sentido em relação a um futuro, a um projetar-se que me revela como realizador de minha própria história, que realiza um sentido que eu mesmo escolhi como minha marca pessoal na história da humanidade.
Heidegger não estabelece um juízo de valor de que seria melhor viver na autenticidade do que na impropriedade. Ambas são possibilidades de ser. Em qualquer momento da vida posso passar de uma a outra e vice-versa. Posso eleger um dos sentidos já prontos ou construir o meu. A vida em si não tem sentido, somos nós que atribuímos um sentido para ela.
*Josué Cândido da Silva é professor de filosofia da Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus (BA).

PORTA DE COLÉGIO

Passando pela porta de um colégio, me veio uma sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isso, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa.
Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aquelas que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. É toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercício de separação. Um ou outro já transou droga, e com isto deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Ouvem-se gritos e risos cruzando a rua. Aqui e ali um casal de colegiais, abraçados, completamente dedicados ao beijo.
Beijar em público: um dos ritos de quem assume o corpo e a idade. Treino para beijar o namorado na frente dos pais e da vida, como quem diz: também tenho desejos, veja como sei deslizar carícias.
Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos?
Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esportes, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos loiros e crespos vai ser dona de butique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com um gerente de multinacional; aquela esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Algumas estudarão letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos à praia e pegando-os de novo à tardinha no colégio. Sim, aquela quer ser professora de ginástica. Mas nem todos têm certeza sobre o que serão. Na hora do vestibular resolvem. Têm tempo. É isso. Têm tempo. Estão na porta da vida e podem brincar. Aquela menina morena magrinha, com aparelho nos dentes, ainda vai engordar e ouvir muito elogio às suas pernas. Aquela de rabo-de-cavalo, dentro de dez anos se apaixonará por um homem casado. Não saberá exatamente como tudo começou. De repente, percebeu que o estava esperando no lugar onde passava na praia. E o dia em que foi com ele no motel pela primeira vez ficará vivo na memória.
É desagradável, mas aquele ali dará um desfalque na empresa em que será gerente. O outro irá fazer doutorado no exterior, se casará com estrangeira, descasará, deixará lá um filho – remorso constante. Às vezes lhe mandará passagens para passar o Natal com a família brasileira.
A turma já perdeu um colega num desastre de carro. É terrível, mas provavelmente um outro ficará pelas rodovias.
Aquele que vai tocar rock vários anos até arranjar um emprego em repartição pública. O homossexualismo despontará mais tarde naquele outro. Espantosamente, logo nele que é já um Dom-Juan. Tão desinibido aquele, acabará líder comunitário e talvez político. Daqui a dez anos os outros dirão: ele sempre teve jeito, não lembra aquela mania de reunião e diretório?
Aquelas duas ali se escolherão madrinhas de seus filhos e morarão no mesmo bairro, um casada com engenheiro da Petrobrás e outra com um físico nuclear. Um dia, uma dirá à outra no telefone: tenho uma coisa para lhe contar, arrumei um amante. Aconteceu. Assim, de repente. E o mais curioso é que continuo a gostar do meu marido.
Se fosse haver alguma ditadura no futuro, aquele ali seria guerrilheiro. Mas esta hipótese deve ser descartada.
Quem estará naquele avião acidentado? Quem construirá uma linda mansão e um dia convidará a todos da turma para uma grande festa comemorativa? Ah, o primeiro aborto! Aquela ali descobrirá os textos de Clarice Lispector e isto será uma iluminação para toda a vida. Quantos aparecerão na primeira página do jornal? Qual será o tranqüilo comerciante e qual representará o país na ONU.
Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas estórias da carochinha antes que o lobo feroz o assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e o colégio. O destino também passa por aí. E a gente pode às vezes modificá-lo.
(SANT´ANA, Afonso Romano de. Porta de colégio. São Paulo:Ática, 1999, série para gostar de ler. IND: OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à sociologia. São Paulo: Ática, 2001, pp. 222-223.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Nega Maluca na celebração da missa de Santo Antônio



É curioso ver a nega maluca, uma personagem típica da cultura popular brasileira de raízes africanas. Um homem que se traveste e está presente na celebração da missa. Há uma certa aceitação passiva das autoridades eclesiáticas.

Penitentes durante a missa em Barbalha



É curioso como o sagrado e o profano se misturam nas celebrações católicas da Festa de Santo Antônio. O grupo de penitentes é uma representação da cultura popular e das formas de resistência do povo, diante do povo oficial da Igreja.

O sagrado e o profano na festa de Santo Antônio em Barbalha 2010



A foto mostra o trabalho preliminar de documentar o sagrado e o profano na cidade de Barbalha durante a festa de Santo Antônio 2010. Estivemos lá com os alunos bolsistas do PIBID Filosofia da UFC. Fomos pela manhã e a tarde. Estaremos montando um stand em breve com imagens e legendas que relacionem a festa à Reflexão Filosófica.

quarta-feira, 26 de maio de 2010



A turma prestou atenção na aula e fez perguntas. O que foi muito gratificante. Isso nos leva a refletir sobre o quanto a religião influencia em nossas vidas, e o quanto podemos ainda aprender com essa instituição milenar, que é a Igreja Católica, seja pelos seus erros e acertos, pela sua arquitetura, ou ideário promovido na imaginação popular.


Foi interessante observar o quanto o poder estatuído tem relação com a arquitetura, pois quanto maior os prédios e monumentos de um povo, maior sua fé, sua expressão do poder temporal e espiritual.

O sagrado e o profano



Nesta Terça-feira, 25 de maio fizemos uma aula de campo com a turma do 3º C da manhã da Escola Polivalente. Contamos com a presença da Profa. Analice, de Matemática que nos cedeu o espaço de sua aula e nos acompanhou junto com os alunos bolsistas de Filosofia da UFC À igreja do Salesiano, Sagrado Coração de Jesus.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Alunos do Clube de Ciências Humanas em reunião



Esses são os alunos do Clube de Ciências Humanas em reunião com o Prof. Junior na Escola.

sábado, 22 de maio de 2010

Bolsistas da UFC e Professor Supervisor



Essa a turma de bolsistas da UFC fazendo o seu plano de trabalho na Biblioteca da Escola Polivalente

segunda-feira, 10 de maio de 2010

JOSEPH CLIMBER

VEJA QUE VÍDEO DE MOTIVAÇÃO. E VOCÊ AINDA RECLMA DA VIDA.

Até a próxima vida


Esta charge foi feita pelo aluno André do 3º Ano G da tarde. Ficou ótima. Muito Obrigado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010



O que sou eu? Se perder meu braço, deixo de ser eu? O que faz o meu eu é o meu corpo? Sem o meu corpo eu existo? Algumas pessoas podem escolher escoder-se de si mesmo, das pessoas e da vida. Outras podem escolher mostrar a cara e dizer ao mundo quem são, com coragem e determinação. Veja o vídeo e pense se você tem a coragem e a força para viver que ele tem.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Toda vã Filosofia
Roberto Carlos

Sei que ninguém vai me tirar
A alegria de viver
Pode tudo acontecer
Nada me fará afastar da esperança
Por tantas provas já passei
Quantas lágrimas chorei
Por um mundo que não sei compreender
Com meus olhos de criança

Mas hoje eu sei
Que só através do amor
O homem pode se encontrar
Com a perfeição dos sábios, uma ambição maior

Mais do que pode supor
O império da razão
Toda vã filosofia
Toda vã filosofia

Por isso insisto em cultivar
Os meus sonhos, minha fé
Esteja onde eu estiver
Creio em você, eu estou em segurança

Mas hoje eu sei
Que só através do amor
O homem pode se encontrar
Com a perfeição dos sábios, uma ambição maior

Mais do que pode supor
O império da razão
Toda vã filosofia
Toda vã filosofia
Toda vã filosofia
O sentido da vida é um novelo que se desenrola enquanto eu ando. Muitas pessoas entram em depressão por não encontrar respostas para suas dúvidas existenciais. Qual o sentido da vida?
Devemos pensar qual o sentido da nossa existência. Por que existo é uma das preocupações da Filosofia. É uma preocupação da Filosofia Existencialista.